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Ergonomia

A ergonomia desenvolveu-se durante a II Guerra Mundial quando, pela primeira vez, houve uma conjugação sistemática de esforços entre a tecnologia e as ciências humanas. Os resultados desse esforço interdisciplinar apresentaram-se tão gratificantes que foram aproveitados pela indústria no pós-guerra (Weerdmeester, 1995). O termo ergonomia é derivado das palavras gregas ergon (trabalho) e nomos (regras) (Weerdmeester, 1995). A ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho ao homem. O trabalho aqui tem uma acepção bastante ampla, abrangendo não apenas aquelas máquinas e equipamentos utilizados para transformar materiais, mas, também, toda a situação em que ocorre o relacionamento entre o homem e seu trabalho. Isso envolve não somente seu ambiente físico, mas também os aspectos organizacionais de como este trabalho é programado e controlado para produzir os resultados desejados (Iida, 1998).

A ergonomia estuda vários aspectos: a postura e os movimentos corporais, fatores ambientais, informação, controles, relações entre mostradores e controles, bem como cargos e tarefas. A conjugação adequada desses fatores permite projetar ambientes seguros, saudáveis, confortáveis e eficientes, tanto no trabalho quanto na vida cotidiana (Weerdmeester, 1995).

Para realizar seus objetivos a ergonomia estuda:

- O homem: características físicas, fisiológicas, psicológicas e sociais do trabalhador; influência do sexo, idade, treinamento e motivação.
- Máquina: entende-se por máquina todas as ajudas materiais que o homem utiliza no seu trabalho, englobando os equipamentos, ferramentas, mobiliários e instalações.

- Ambiente: estuda as características do ambiente físico, as quais estão interligadas com o homem durante o trabalho. Ex: temperatura, ruídos, vibrações, luz, cores, gases e outros.

- Informação: refere-se às comunicações existentes entre os elementos de um sistema, a transmissão de informações, o processamento e a tomada de decisões.

- Organização: é a conjugação dos elementos acima citados no sistema produtivo, estudando aspectos como horários, os turnos de trabalho e a formação de equipes.

- Conseqüências do trabalho: aqui entram mais as questões de controles como tarefas de inspeções, estudos dos erros e acidentes, além dos estudos sobre gastos energéticos, fadiga e “stress” (Iida, 1998).

Os objetivos práticos de ergonomia são a segurança, satisfação e o bem estar dos trabalhadores no seu relacionamento com sistemas produtivos (Iida, 1998). A ergonomia pode contribuir para solucionar um grande número de problemas sociais relacionados com a saúde, segurança, conforto e eficiência (Weerdmeester, 1995).